05/04/2023
Compra inicial estimada em R$ 316,15: três fontes 12 V / 5 A, três NodeMCU ESP8266 e fitas de LED.
[ PROJETO / 008 / ORIGEM: INFINITY LIGHT ]
Um projeto de iluminação pensado para o quarto, interrompido por falta de planejamento e retomado três anos depois como uma ferramenta real de bancada.
01 / ORIGEM EM 2023
O projeto nasceu em 2023 com o nome Infinity Light. A ideia era iluminar o quarto com fitas de LED brancas controladas por ESP8266/NodeMCU. Um pino geraria PWM, um driver acionaria o MOSFET e o brilho seria ajustado pelo celular via Wi-Fi.
O plano era mais ambicioso que a versão atual: três fileiras, cada uma com seu ESP, um controlador principal, comandos distribuídos e agendamento. A intenção também era reaproveitar o que já existia em casa e comprar apenas fitas, fontes, ESPs e componentes indispensáveis.
Compra inicial estimada em R$ 316,15: três fontes 12 V / 5 A, três NodeMCU ESP8266 e fitas de LED.
Conectores do tipo Wago: aproximadamente R$ 38,09. O planejamento também previa driver e MOSFET IRFZ44N.
02 / PRIMEIRA EXECUÇÃO
A primeira instalação chegou a usar aproximadamente 13 metros de fita de LED no perímetro do quarto, alimentados por duas fontes de 12 V / 5 A associadas em paralelo. A iluminação era bonita e cumpria o objetivo visual, mas as fontes não dividiam a carga de maneira estável.
Os ajustes de tensão eram ligeiramente diferentes: uma fonte trabalhava e aquecia mais que a outra. Eu precisava reajustar manualmente os trimpots de tempos em tempos. Uma das fontes chegou a estourar e precisou ser substituída.
A solução também mantinha fontes presas a uma placa de madeira, fios expostos, alimentação direta pela tomada e nenhum interruptor adequado. Esse arranjo é preservado como evidência histórica, não como recomendação de montagem.
SEGURANÇA
Fontes conectadas à rede e associações em paralelo exigem projeto, proteções e componentes adequados. A execução de 2023 funcionava, mas não era uma instalação madura ou segura.
03 / PRIMEIRA DOCUMENTAÇÃO
Os vídeos antigos foram usados apenas como fonte histórica. Para manter a Galeria leve, esta página preserva quadros representativos em WebP, sem incorporar os arquivos de vídeo completos.
PARTE 1
Fontes e fitas de LED foram verificadas antes da integração com o NodeMCU e a placa de potência.
PARTE 2
Um temporizador 555 simulou o PWM que depois seria produzido pelo sistema embarcado e aplicado ao driver de MOSFET.
PARTE 3
O desenho da placa ajudou a lidar com pouco espaço, reduzir erros e sair da protoboard e da fiação solta.
PARTE 4
A montagem em placa de prototipagem exigiu alterações por erros iniciais e diferenças entre o desenho e os componentes reais.
A revisão dessa etapa deixou um conjunto de aprendizados que ia além do circuito:
A documentação não era decoração; era parte do projeto.
Planejar começou a consumir tempo. Eu estava mais acostumado com ferramentas técnicas e vetoriais do que com interfaces gráficas como o Canva. A tentativa de organizar eixos financeiros, executivos e criativos deixou claro que planejamento também era trabalho.
O nome Infinity Light surgiu enquanto trabalho, consertos, banda e outros compromissos mudavam as prioridades. As próximas etapas já não envolviam apenas montar: incluíam ferramentas, tempo, identidade visual e uma maneira de explicar o processo. Executar parecia mais fácil do que planejar e documentar.
04 / O APRENDIZADO REAL
O projeto não parou porque deixou de fazer sentido. Ele parou porque ainda faltava método. Faltava transformar execução em registro, tentativa em documentação e ideia em projeto comunicável.
Tempo e espaço também eram recursos. Testar a primeira placa antes de replicar, registrar alterações, explicar escolhas e praticar soldagem eram tão importantes quanto fazer a fita acender. Esse incômodo ajudou a formar a ideia da Galeria -2048 como lugar para preservar projetos, erros e evolução técnica.
05 / TRÊS ANOS DEPOIS
Três anos depois, o escopo mudou. A iluminação que antes era pensada para o quarto passou a servir à bancada onde hoje acontecem montagens, testes, consertos e estudos.
A própria bancada foi construída com madeira, pallets, bobinas de cabo e uma estrutura funcional reaproveitada. A nova versão é menor que a ideia original, mas muito mais coerente com a rotina atual.
06 / VERSÃO ATUAL
O controlador atual usa ESP8266/NodeMCU, PWM no pino D2/GPIO4, driver com transistores BC548, IRFZ44N como chave low-side da fita de 12 V e um conversor buck para alimentar o ESP. A interface web embarcada reúne configuração de Wi-Fi, mDNS, WebSocket, slider vertical, percentual editável e controle pela rolagem do mouse.
O firmware trabalha com PWM de 14 bits a 1 kHz. Uma curva gamma de 2,2 aproxima o ajuste elétrico da percepção visual do brilho, enquanto o último percentual é preservado na EEPROM após alguns segundos sem nova alteração.
Varia a potência por chaveamento, evitando o desperdício típico de um controle linear simples.
Transforma o sinal lógico do ESP em acionamento adequado do transistor de potência.
Mantém a troca de comandos entre interface e controlador em tempo real.
Compensa a diferença entre duty cycle e a maneira não linear como percebemos brilho.
PROTOCOLO COMUM
SET:0 → SET:100A página web e futuros controles físicos usam o mesmo comando lógico. Essa pequena decisão reduz acoplamento e permite expandir a interface sem reescrever o controle de potência.
07 / DIAGNÓSTICO
O driver MOSFET foi uma das partes centrais da retomada. A ideia parecia simples: usar o PWM de 3,3 V do ESP8266 para controlar uma carga de LED em 12 V. Na bancada, porém, o acionamento do gate, a alimentação do ESP, os valores dos resistores e até o estado real do MOSFET interferiram no resultado.
O resistor de pull-up do estágio de acionamento foi reduzido para 120 Ω. O valor anterior limitava a corrente disponível para carregar o gate do MOSFET, deixando o chaveamento fraco. O pull-up do primeiro estágio também foi alterado para 4,7 kΩ, tornando o sinal vindo do ESP8266 mais previsível durante o PWM.
A proposta inicial usava um regulador linear AMS1117 para obter a alimentação do NodeMCU a partir dos 12 V. Com o consumo do ESP8266 — especialmente durante a atividade de Wi-Fi — a dissipação térmica ficava alta demais. A substituição por um conversor buck de 12 V para 5 V tornou essa alimentação mais eficiente e estável.
A revisão mostrou que um dos transistores previstos na versão anterior não era necessário para a função desejada. O circuito foi simplificado para manter somente os estágios necessários à adaptação do PWM e ao acionamento do gate. A versão atual é mais direta e mais fácil de analisar, mas continua documentada como protótipo experimental.
As tensões medidas não correspondiam ao comportamento esperado: aparecia uma queda estranha no caminho do gate, como se o IRFZ44N estivesse carregando indevidamente o driver. Ao remover o MOSFET, o estágio passou a se comportar de outra forma; ao substituí-lo por outro IRFZ44N, o acionamento voltou a funcionar. O defeito, portanto, não estava apenas na topologia do driver: havia também um componente danificado distorcendo as medições.
Esse diagnóstico foi um lembrete útil: nem todo problema está no firmware ou no esquema. Um componente defeituoso pode mudar completamente aquilo que se observa na bancada.
Esquemático: Infinity Light — Driver MOSFETESTADO DO DOCUMENTO
O PDF registra a versão atual do circuito e serve como referência de projeto. Não representa certificação, produto comercial ou instrução pronta para reprodução.
08 / PRÓXIMOS PASSOS
Experimentar uma carcaça de mouse modificada com ESP para controle remoto.
Registrar níveis úteis para montagem, inspeção, soldagem e uso geral.
Projetar caixa, conexões, proteções e organização definitiva.
Adicionar fotos do controlador e novos registros da interface em funcionamento.
O projeto não voltou igual; voltou menor, mais útil e melhor documentado. Documentar deixou de ser enfeite e virou parte do projeto.
09 / REGISTRO HISTÓRICO
O repositório akioShaolin/infinitylight preserva a intenção inicial e hoje também reúne o firmware da retomada, a interface web embarcada, o esquemático revisado e seus arquivos-fonte no KiCad. O histórico continua visível, mas a documentação já acompanha a implementação atual da bancada.
FECHAMENTO
A Galeria -2048 existe justamente para registrar esse tipo de caminho: uma ideia que funcionou de forma improvisada, parou por falta de método e voltou com um escopo mais coerente.