[ PROJETO / 008 / ORIGEM: INFINITY LIGHT ]

CONTROLE DE
ILUMINAÇÃO
DA BANCADA

Um projeto de iluminação pensado para o quarto, interrompido por falta de planejamento e retomado três anos depois como uma ferramenta real de bancada.

STATUS
● EM DESENVOLVIMENTO
ORIGEM
2023 / INFINITY LIGHT
RETOMADA
2026 / BANCADA
DRIVER
REVISÃO 2.0 DOCUMENTADA

ANTES DA BANCADA, O QUARTO.

O projeto nasceu em 2023 com o nome Infinity Light. A ideia era iluminar o quarto com fitas de LED brancas controladas por ESP8266/NodeMCU. Um pino geraria PWM, um driver acionaria o MOSFET e o brilho seria ajustado pelo celular via Wi-Fi.

O plano era mais ambicioso que a versão atual: três fileiras, cada uma com seu ESP, um controlador principal, comandos distribuídos e agendamento. A intenção também era reaproveitar o que já existia em casa e comprar apenas fitas, fontes, ESPs e componentes indispensáveis.

Arquivo histórico de 2023: o planejamento do Infinity Light dividido entre recursos financeiros, execução e objetivos.

05/04/2023

Compra inicial estimada em R$ 316,15: três fontes 12 V / 5 A, três NodeMCU ESP8266 e fitas de LED.

22/05/2023

Conectores do tipo Wago: aproximadamente R$ 38,09. O planejamento também previa driver e MOSFET IRFZ44N.

FUNCIONAVA, MAS NÃO ESTAVA SEGURO.

A primeira instalação chegou a usar aproximadamente 13 metros de fita de LED no perímetro do quarto, alimentados por duas fontes de 12 V / 5 A associadas em paralelo. A iluminação era bonita e cumpria o objetivo visual, mas as fontes não dividiam a carga de maneira estável.

Os ajustes de tensão eram ligeiramente diferentes: uma fonte trabalhava e aquecia mais que a outra. Eu precisava reajustar manualmente os trimpots de tempos em tempos. Uma das fontes chegou a estourar e precisou ser substituída.

As duas fontes de 12 V / 5 A da instalação original. O registro documenta uma solução improvisada e não deve ser entendido como recomendação técnica.
A iluminação percorria aproximadamente 13 metros do perímetro do quarto e produzia o resultado visual pretendido.

A solução também mantinha fontes presas a uma placa de madeira, fios expostos, alimentação direta pela tomada e nenhum interruptor adequado. Esse arranjo é preservado como evidência histórica, não como recomendação de montagem.

SEGURANÇA

Fontes conectadas à rede e associações em paralelo exigem projeto, proteções e componentes adequados. A execução de 2023 funcionava, mas não era uma instalação madura ou segura.

SETE PARTES, E UMA DIFICULDADE MAIOR.

Os vídeos antigos foram usados apenas como fonte histórica. Para manter a Galeria leve, esta página preserva quadros representativos em WebP, sem incorporar os arquivos de vídeo completos.

PARTE 1

Testes iniciais

Fontes e fitas de LED foram verificadas antes da integração com o NodeMCU e a placa de potência.

Teste inicial da fita de LED e da fonte, antes da integração com o controle eletrônico.

PARTE 2

PWM com 555

Um temporizador 555 simulou o PWM que depois seria produzido pelo sistema embarcado e aplicado ao driver de MOSFET.

Protótipo em protoboard usado para verificar o controle de brilho por PWM com um temporizador 555.

PARTE 3

Design no Fritzing

O desenho da placa ajudou a lidar com pouco espaço, reduzir erros e sair da protoboard e da fiação solta.

Esquema elétrico elaborado no Fritzing como referência para a etapa de montagem.
Design final registrado em 2023 para organizar os componentes na placa de prototipagem.

PARTE 4

Placa ilhada

A montagem em placa de prototipagem exigiu alterações por erros iniciais e diferenças entre o desenho e os componentes reais.

Frente da primeira placa de potência, montada manualmente em placa ilhada.
Verso da montagem: as conexões soldadas registram também as limitações dessa primeira execução.

Parte 5 — aprendizados

A revisão dessa etapa deixou um conjunto de aprendizados que ia além do circuito:

  • Consistência: manter regularidade torna possível atravessar a fase difícil do começo.
  • Gerenciamento de recursos: organizar componentes e registrar uma sequência de montagem teria reduzido o tempo perdido.
  • Tempo: saber usá-lo pode decidir se uma ideia permanece possível.
  • Espaço: uma área de trabalho organizada evita retrabalho e perda de materiais.
  • Testar antes de replicar: montar três placas antes de validar a primeira multiplicou correções que poderiam ter sido feitas uma única vez.
  • Técnicas de soldagem: temperatura do ferro, proteção das ilhas e uso correto do estanho precisavam ser tratados como parte do processo.
  • Planejamento: se eu não explicar o que estou fazendo, ninguém entende — nem mesmo eu.

A documentação não era decoração; era parte do projeto.

Parte 6 — planejamento

Planejar começou a consumir tempo. Eu estava mais acostumado com ferramentas técnicas e vetoriais do que com interfaces gráficas como o Canva. A tentativa de organizar eixos financeiros, executivos e criativos deixou claro que planejamento também era trabalho.

Planejamento de produtos, fornecedores, agendamentos e possibilidades do Infinity Light.

Parte 7 — nome e interrupção

O nome Infinity Light surgiu enquanto trabalho, consertos, banda e outros compromissos mudavam as prioridades. As próximas etapas já não envolviam apenas montar: incluíam ferramentas, tempo, identidade visual e uma maneira de explicar o processo. Executar parecia mais fácil do que planejar e documentar.

O PROJETO QUE AJUDOU A REVELAR A NECESSIDADE DA GALERIA.

O projeto não parou porque deixou de fazer sentido. Ele parou porque ainda faltava método. Faltava transformar execução em registro, tentativa em documentação e ideia em projeto comunicável.

Tempo e espaço também eram recursos. Testar a primeira placa antes de replicar, registrar alterações, explicar escolhas e praticar soldagem eram tão importantes quanto fazer a fita acender. Esse incômodo ajudou a formar a ideia da Galeria -2048 como lugar para preservar projetos, erros e evolução técnica.

DO QUARTO À BANCADA.

Três anos depois, o escopo mudou. A iluminação que antes era pensada para o quarto passou a servir à bancada onde hoje acontecem montagens, testes, consertos e estudos.

A própria bancada foi construída com madeira, pallets, bobinas de cabo e uma estrutura funcional reaproveitada. A nova versão é menor que a ideia original, mas muito mais coerente com a rotina atual.

A bancada nasceu de materiais reaproveitados, antes mesmo da iluminação ganhar sua forma final.
Detalhe da estrutura ajustável e da fita de LED instalada no perfil.

Resultado atual

A versão atual do projeto: a ideia original de iluminação passou a servir a bancada de trabalho.

UM SISTEMA SIMPLES E EXPANSÍVEL.

O controlador atual usa ESP8266/NodeMCU, PWM no pino D2/GPIO4, driver com transistores BC548, IRFZ44N como chave low-side da fita de 12 V e um conversor buck para alimentar o ESP. A interface web embarcada reúne configuração de Wi-Fi, mDNS, WebSocket, slider vertical, percentual editável e controle pela rolagem do mouse.

O firmware trabalha com PWM de 14 bits a 1 kHz. Uma curva gamma de 2,2 aproxima o ajuste elétrico da percepção visual do brilho, enquanto o último percentual é preservado na EEPROM após alguns segundos sem nova alteração.

PWM

Varia a potência por chaveamento, evitando o desperdício típico de um controle linear simples.

Driver de MOSFET

Transforma o sinal lógico do ESP em acionamento adequado do transistor de potência.

WebSocket

Mantém a troca de comandos entre interface e controlador em tempo real.

Curva gamma

Compensa a diferença entre duty cycle e a maneira não linear como percebemos brilho.

PROTOCOLO COMUM

SET:0 → SET:100

A página web e futuros controles físicos usam o mesmo comando lógico. Essa pequena decisão reduz acoplamento e permite expandir a interface sem reescrever o controle de potência.

Interface web embarcada usada para configurar e controlar a iluminação da bancada.

DIAGNÓSTICO E EVOLUÇÃO DO DRIVER.

O driver MOSFET foi uma das partes centrais da retomada. A ideia parecia simples: usar o PWM de 3,3 V do ESP8266 para controlar uma carga de LED em 12 V. Na bancada, porém, o acionamento do gate, a alimentação do ESP, os valores dos resistores e até o estado real do MOSFET interferiram no resultado.

01 / Acionamento mais forte

O resistor de pull-up do estágio de acionamento foi reduzido para 120 Ω. O valor anterior limitava a corrente disponível para carregar o gate do MOSFET, deixando o chaveamento fraco. O pull-up do primeiro estágio também foi alterado para 4,7 kΩ, tornando o sinal vindo do ESP8266 mais previsível durante o PWM.

02 / Alimentação por conversor buck

A proposta inicial usava um regulador linear AMS1117 para obter a alimentação do NodeMCU a partir dos 12 V. Com o consumo do ESP8266 — especialmente durante a atividade de Wi-Fi — a dissipação térmica ficava alta demais. A substituição por um conversor buck de 12 V para 5 V tornou essa alimentação mais eficiente e estável.

03 / Um estágio a menos

A revisão mostrou que um dos transistores previstos na versão anterior não era necessário para a função desejada. O circuito foi simplificado para manter somente os estágios necessários à adaptação do PWM e ao acionamento do gate. A versão atual é mais direta e mais fácil de analisar, mas continua documentada como protótipo experimental.

04 / O MOSFET também estava danificado

As tensões medidas não correspondiam ao comportamento esperado: aparecia uma queda estranha no caminho do gate, como se o IRFZ44N estivesse carregando indevidamente o driver. Ao remover o MOSFET, o estágio passou a se comportar de outra forma; ao substituí-lo por outro IRFZ44N, o acionamento voltou a funcionar. O defeito, portanto, não estava apenas na topologia do driver: havia também um componente danificado distorcendo as medições.

Esse diagnóstico foi um lembrete útil: nem todo problema está no firmware ou no esquema. Um componente defeituoso pode mudar completamente aquilo que se observa na bancada.

Esquemático: Infinity Light — Driver MOSFET
Revisão 2.0 — ESP8266, BC548, IRFZ44N, buck e carga de 12 V.

ESTADO DO DOCUMENTO

O PDF registra a versão atual do circuito e serve como referência de projeto. Não representa certificação, produto comercial ou instrução pronta para reprodução.

MENOS IMPROVISO, MAIS USO.

Controle físico

Experimentar uma carcaça de mouse modificada com ESP para controle remoto.

Presets de bancada

Registrar níveis úteis para montagem, inspeção, soldagem e uso geral.

Eletrônica protegida

Projetar caixa, conexões, proteções e organização definitiva.

Documentação visual

Adicionar fotos do controlador e novos registros da interface em funcionamento.

O projeto não voltou igual; voltou menor, mais útil e melhor documentado. Documentar deixou de ser enfeite e virou parte do projeto.

O REPOSITÓRIO ANTIGO.

O repositório akioShaolin/infinitylight preserva a intenção inicial e hoje também reúne o firmware da retomada, a interface web embarcada, o esquemático revisado e seus arquivos-fonte no KiCad. O histórico continua visível, mas a documentação já acompanha a implementação atual da bancada.

FECHAMENTO

A Galeria -2048 existe justamente para registrar esse tipo de caminho: uma ideia que funcionou de forma improvisada, parou por falta de método e voltou com um escopo mais coerente.