Os blocos usados pela Bridge.
Wi-Fi, Bluetooth, RTC, servidores e protocolos de rede não são inicializados pelo firmware da Bridge. O objetivo é usar as interfaces seriais existentes como ferramenta direta de comunicação e diagnóstico.
Uma aplicação binária transparente entre UART TTL e RS485, construída e validada sobre o hardware reaproveitado de uma unidade ED100.

Wi-Fi, Bluetooth, RTC, servidores e protocolos de rede não são inicializados pelo firmware da Bridge. O objetivo é usar as interfaces seriais existentes como ferramenta direta de comunicação e diagnóstico.
O hardware comercial foi reaproveitado. O levantamento foi produzido independentemente. O firmware esp-rs485-bridge também foi escrito independentemente e não utiliza nem distribui o firmware original do equipamento.
A Bridge encaminha dados binários entre UART0 e UART2. Ela não interpreta Modbus ou JBD, não altera frames, não calcula CRC e não acrescenta delimitadores. Bytes como 0x00 e 0x0D são transportados como recebidos.
A transparência é de conteúdo, não necessariamente de temporização. Dados vindos do computador são agrupados até 3,5 tempos de caractere em silêncio ou até o buffer estático atingir 512 bytes. Em 9600 8N1, o intervalo calculado é aproximadamente 3646 µs; pausas maiores e fluxos contínuos acima de 512 bytes podem dividir uma transmissão.
No modo sniffer, a entrada enviada pelo computador é descartada e GPIO4 permanece LOW, impedindo transmissões comandadas pelo firmware. O tráfego recebido pelo RS485 segue para a UART0.
Durante transmissão, /RE desabilita o receptor do ST485E e sua saída RO fica em alta impedância. No circuito levantado, o pull-down externo pode levar GPIO16 a LOW, condição capaz de iniciar um BREAK e produzir um 0x00 falso na UART2.
A correção mantém a entrada interna RX2 em nível ocioso HIGH pela GPIO Matrix enquanto o transceiver transmite. Depois de uart_wait_tx_done(), a entrada RX2 é limpa ainda isolada; GPIO4 retorna a LOW e GPIO16 é reconectado imediatamente, sem janela destinada a descartar o primeiro byte real.
Com A e B desconectados, o frame DD A5 03 00 FF FD 77 foi enviado em Bridge Mode. O LED de TX indicou atividade, o de RX permaneceu inativo e nenhum byte retornou ao computador: o 0x00 espúrio deixou de ser produzido.
Na primeira ligação ao BMS, eram observados apenas bytes 0x00. Após desenergizar o conjunto e inverter A/B, a comunicação pelo JBDTools funcionou e respostas válidas passaram a começar por DD.
A conclusão vale para o conjunto ensaiado: nomenclaturas A/B variam entre fabricantes. Cor e nome do fio, usados isoladamente, não provam polaridade e não substituem verificação elétrica.
Testes físicos realizados em 17/08/2026 com ESP32-WROOM-32E, ST485E, placa reaproveitada de um ED100, BMS JBD SP24S004L24S120A, JBDTools e comunicação em 9600 baud, 8N1.
Esses resultados demonstram o conjunto ensaiado. Não estabelecem compatibilidade universal com todos os BMS JBD, dispositivos RS485, baud rates, formatos seriais ou revisões do ED100.
PROCEDIMENTOS E RESULTADOS DETALHADOS↗ED100 é identificação de produto/marca de terceiro, utilizada aqui para documentar a plataforma efetivamente analisada. A Galeria -2048 não afirma afiliação, suporte, aprovação ou patrocínio de seu fabricante.
O mapeamento corresponde à unidade examinada, foi produzido independentemente e pode divergir de outras revisões. O esp-rs485-bridge é desenvolvimento independente. Firmware original, layout de PCB e arquivos de fabricação do equipamento não são publicados.
Esse cuidado não substitui precisão técnica: observações de bancada, implementação do firmware, resultados aprovados e testes ainda pendentes permanecem identificados separadamente.
O artigo do ED100 preserva a exploração da plataforma e o levantamento independente. Este projeto concentra a aplicação desenvolvida sobre aquela unidade, seus modos de operação, diagnóstico e validação.
A Bridge não encerra o trabalho com este hardware. Ela transforma a plataforma estudada em uma ferramenta concreta de comunicação e diagnóstico.