ED100 DO PRIMEIRO BLINK
A UMA PLATAFORMA
DE EXPERIMENTAÇÃO
Exploração independente do hardware ED100: do mapeamento e primeiro firmware próprio aos testes com LEDs que abriram caminho para projetos posteriores.

Depois do Solar View, seria possível compreender e regravar também este equipamento?
A curiosidade continuou.
O trabalho com o Solar View uBox já havia mostrado que um datalogger fechado podia voltar à bancada, revelar um microcontrolador conhecido e executar firmware próprio. Quando o ED100 apareceu, aquela experiência influenciou uma nova investigação — não como evolução direta do mesmo projeto, mas como uma pergunta que retornava diante de outro hardware.
O ED100 chegou como um equipamento de terceiro cuja função original havia terminado para aquela unidade. A questão passou a ser quais recursos físicos ainda poderiam ser entendidos e reaproveitados. A página documenta somente o exemplar examinado e não implica vínculo, suporte ou documentação oficial de seu fabricante.
Em novembro de 2025, a placa começou a deixar de ser uma caixa-preta.
Em aproximadamente dois dias, o levantamento inicial identificou recursos suficientes para reconhecer um ESP32-WROOM-32E, a UART de programação, o transceiver RS485, conectores e canais de LED. Era um mapeamento de bancada, ainda anterior à formalização publicada depois em PDF.
O mapa inicial não era um fim. Ele tornou concreta a próxima pergunta: seria possível substituir o firmware presente no ESP32 e controlar algo que já existia fisicamente na placa?
Um Blink como prova de acesso.
O primeiro firmware próprio foi deliberadamente mínimo. No ED100 examinado, o GPIO32 corresponde ao canal vermelho de LD1. O sketch configura esse GPIO como saída, mantém o canal ligado por 500 ms e desligado por mais 500 ms: um ciclo completo de aproximadamente um segundo.
void setup() {
Serial.begin(115200);
pinMode(32, OUTPUT);
}
void loop() {
digitalWrite(32, HIGH);
delay(500);
digitalWrite(32, LOW);
delay(500);
}O objetivo não era criar uma aplicação útil. Era confirmar três coisas ao mesmo tempo: entrada no bootloader, gravação do ESP32 e controle de um recurso embarcado. O LED alternando respondeu que isso era possível.
O comentário histórico do sketch menciona “LED interno do ESP32 (em placas DevKit)”. Essa descrição não é uma pinagem universal. O fato sustentado pelo levantamento é específico: no ED100 examinado, GPIO32 aciona o canal vermelho de LD1 através do circuito mapeado.
UART, lógica de 3,3 V e BOOT.
A gravação foi realizada pela interface UART/CN2. O conversor USB–TTL precisa trabalhar com lógica de 3,3 V; TX e RX são cruzados, e os dois lados compartilham GND. Para entrar no bootloader, GPIO0/BOOT é mantido em GND durante reset ou energização. Depois, BOOT é liberado, o sketch é enviado e a placa é reiniciada com BOOT solto.
Não aplique 5 V aos GPIOs nem ao pino de 3,3 V. Evite alimentar a placa por fontes simultâneas não verificadas. O ponto CH1 rotulado RST aparece ligado ao GPIO13 no levantamento, não ao EN do ESP32; portanto, esse rótulo não basta para tratá-lo como reset físico do módulo.
Gravar qualquer um desses sketches substitui o firmware que estava no ESP32. Os arquivos de teste não restauram o firmware original.
Da confirmação mínima a seis canais de luz.
Próximo do Natal de 2025, depois de confirmar a regravação, os LEDs existentes na própria placa viraram o segundo experimento. Com ajuda do ChatGPT, foi escrito um efeito simples para os três LEDs bicolores — seis canais de cor, sem contar o LED de alimentação.
No circuito mapeado, HIGH aciona esses canais através do ULN2003. O programa percorre quatro efeitos: alternância entre dois grupos, corrida de ida e volta, pisca rápido com todos os canais e acionamento pseudoaleatório. As esperas usam delay(); tratava-se de um ensaio visual simples, não de uma arquitetura não bloqueante.
Depois do Blink, a placa já não era apenas um equipamento aberto. Era um hardware sobre o qual se conseguia escrever comportamento próprio usando componentes que já estavam ali.
Da investigação rápida à referência formal.
A investigação começou aproximadamente em novembro de 2025. A revisão 1.0 do PDF, datada de 17/08/2026, corresponde à organização posterior desse conhecimento — não à data de início dos testes.
O circuito foi redesenhado de forma independente para identificar ESP32, LEDs, interfaces, conectores e sinais relevantes. Ele não é um esquemático oficial do fabricante.
O levantamento representa somente a unidade/revisão examinada, pode conter erros e deve ser conferido diretamente no hardware. Outras revisões podem ser diferentes. O material não contém layout de PCB, Gerbers, arquivos de fabricação ou firmware original e não constitui um projeto pronto para fabricação.
O teste simples abriu uma plataforma.
O Blink não era o projeto final. Era a primeira confirmação de que aquele hardware podia deixar de executar apenas o que havia recebido de fábrica e passar a executar o que fosse construído sobre ele.
O efeito de Natal ampliou essa confirmação usando seis canais já presentes na placa. Mais tarde, outras interfaces também seriam transformadas em ferramentas. Um exemplo concreto é o projeto 010 — Bridge TTL/RS485, cuja implementação, diagnóstico e validação permanecem documentados separadamente.
Este artigo termina antes desses projetos posteriores. Seu assunto é o momento em que abrir, mapear e acender um LED tornou o ED100 uma plataforma compreensível e regravável.